terça-feira, 7 de abril de 2009
“Ace in the hole” é uma gíria que significa “às na manga” e que ironicamente e sem o perdão do trocadilho poderia ser um “às na mina”, uma vez que é dentro dela que o repórter Charles “Chuck” Tatum, interpretado por Kirk Douglas, realiza suas peripécias para conseguir o tão esperado trunfo - oportunidade ideal para tirá-lo da situação degradável, mesmo que isso lhe custasse o abandono dos valores éticos e morais, como a verdade, a justiça, a traição e até mesmo a vida humana.
O enredo do filme de Wilder funciona como um “soco no estômago” da sociedade ao explorar um tema que envolve toda a condição humana e seus princípios e foi inspirado em dois eventos da vida real: um em 1925, envolvendo W. Floyd Collins e uma caverna em Kentucky (rendendo inclusive um Prêmio Pulitzer ao repórter William Burke Miller), e o outro em 1949, envolvedo Kathy Fiscus, de apenas três anos, e um poço abandonado. Em ambos os casos, os resgates duraram dias e as vítimas morreram antes de serem salvas.
Aqui na ficção, a vitima é Leo Minosa, um comerciante local que colecionava relíquias indígenas que ficavam dentro da mina na supersticiosa montanha dos Sete Abutres. Soterrado em uma de suas incursões, o infausto virou produto de noticiabilidade nas mãos do astuto Tatum, que procrastinou seu resgate ao formar um complô com o xerife da cidade, com o empreiteiro e com a falida esposa de Leo. Cada um tinha seu interesse em jogo: fosse político, econômico, social...
Armado todo o circo, o público em clima de comovente festa movido pela curiosidade e pela ascensão mediática começou a chegar para documentar o caso de perto. Em uma das cenas, Tatum sobressaltou que o “público engole tudo” e que “a vida de um (Leo) vale mais do que a de muitos na relação de interesses humanos”. Interesses dos quais, também o prendeu ao jogo de mentiras na busca do status e que o levou a uma viagem sem volta.
Um filme ideal para assistir com a família depois de um noticiário. Uma retratação cruel da caricata e sensacionalista imprensa (norte americana dos anos 50!), que levanta questões tão atuais para reflexão sobre jornalismo, política, hipocrisia e ética.
Documentário nacional sobre avicultura
sexta-feira, 6 de junho de 2008
YouTube permitirá comentários dentro dos vídeos

O YouTube divulgou que seus usuários poderão inserir balões de comentários nos vídeos. É possível escrever, definir o tamanho, posição, duração e em que momento os comentários aparecerão. É possível também fazer links com outros vídeos e buscas do site. A novidade é semelhante a funções já existentes em sites como o Viddler.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Color in Motion

Hoje, em minha andança pela rede, acabei encontrando o Color in Motion, site da pesquisadora australiana Cláudia Cortez, que traz exatamento isso, uma apresentação muito bem feita sobre a pscicologia e o poder das cores, além de características, pontos positivos e negativos, significados e mais. Nele você também animações que facilitam o compreendimento sobre cada uma das seis cores - vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e roxo - e ainda uns joguninhos e quizes para você testar seus conhecimento sobre elas.
Recomendado pelo conteúdo e pelas belas animações em flash apresentadas.

Quem disse o que, via Google News
Matthew Hurst, no Blog Data Mining, comenta sobre uma nova ferramenta do Google News que permite, através de uma busca pelo nome de uma pessoa, recuperar-se declarações recentes dessa pessoa na imprensa. Faz-se a busca e encontra-se uma página com notícias recentes sobre a pessoa buscada, como no caso de Lula, abaixo. E no lado direito aparece uma indicação de by Lula da Silva, que leva às citações recentes, com especificação de data e dos veículos onde foram encontradas.

A particularidade é que nem todas as buscas resultam em listas de citações, mesmo quando a pessoa está na mídia. Em seu comentário, Hurst pergunta que critérios estão regendo a inclusão ou não de citações. Por exemplo: não se encontram citações do Dalai Lama ou Paris Hilton, apesar das frequentas aparições de ambos na mídia.Detalhe: o recurso não está disponível no Google News Brasil. Outro detalhe: se você digitar Google News no endereço do Explorer, será levado ao Google News Brasil (http://news.google.com.br/). Se fizer o mesmo no Fire Fox, será direcionado para o Google News (http://news.google.com/).
terça-feira, 8 de abril de 2008
Fórum TIC 2008
Entre os dias 22 a 24 de abril de 2008, Brasília vai sediar um dos maiores eventos de tecnologia do país. Será a 6ª edição da “Mostra de Soluções em Tecnologia da Informação e Comunicações Aplicadas ao Setor Público”, que coloca o Distrito Federal na vanguarda das discussões sobre tecnologia e que pretende movimentar os setores de informática e telecomunicações de todo o país e até do exterior. A Mostra TIC será realizada no luxuosíssimo Hotel Alvorada (antigo Blue Tree Park) que fica às margens do Lago Paranoá e vizinho ao Palácio da Alvorada, e contará com a participação das principais empresas do segmento, como a Microsoft, TBA, Embratel, Itautec, Brasil Telecom, Intel, 3Com, Xerox e Novel.O tema central da Mostra 2008 será “Educação, Cooperação e Tecnologia: desafios para um equilíbrio social”. Segundo o presidente da Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicações do Distrito Federal (Sucesu-DF), Anderson Damasceno, o evento tem como objetivo, buscar a sustentabilidade e a competitividade nacional, renovando e ampliando o leque de empresas de excelência no mercado internacional. Além, de fomentar o mercado de informações e lançamentos no segmento de TIC, oportunizar a relação de demanda e oferta entre as empresas públicas e privadas, promover amplos debates e oferecer oportunidades de aperfeiçoamento profissional através de palestras, buscando sempre, alternativas que agreguem valor às pessoas. “A mostra TIC terá diversas novidades. Dentre elas, a criação de um portal para fidelizar os relacionamentos entre as comunidades de Tecnologia da Informação. Esse site, em formato web2, estará disponível para acesso antes e depois do evento”, explica.
Além de palestras e debates, a mostra contará com um espaço para que as principais empresas do setor apresentem o que há de mais moderno em Tecnologia da Informação. Os expositores também realizarão oficinas empresariais, abertas para a participação de clientes interessados nas soluções.
A organização da Mostra TIC espera superar os indicadores de negócios que obteve em 2007. O evento deve receber a presença de todas as empresas presentes na última edição e estará aberta a profissionais da administração pública, gestores de TI e telecomunicações, profissionais envolvidos em projetos de desenvolvimento, implantação, administração e gestão de sistemas coorporativos, empresários, consultores e o meio acadêmico.
Brasília
A capital federal é hoje, o segundo maior pólo de tecnologia do país. A existência de órgãos públicos transforma a cidade no melhor mercado para empresas de Tecnologia da Informação (TI) e Comunicações. É justamente para o setor governamental que se direciona a Mostra TIC, realizada anualmente desde 2002.
Damasceno explica que o Governo Federal absorve mercadorias que correspondem à cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) das empresas privadas. Por esta razão, a feira atenderá a um público muito específico e qualificado, que deve se cadastrar para freqüentar os estandes. E destaca, que a intenção é associar a feira como um produto da cidade. Por esta razão, o evento é realizado próximo ao aniversário da capital, em 21 de abril. “Nós pretendemos colocar Brasília como destino obrigatório do turismo de eventos”, afirma.
Para a vice-diretora do Centro de Desenvolvimento Tecnológica (CDT) da Universidade de Brasília, Edinalva Fernandes de Morais, a existência de feiras como a Mostra TIC é fundamental não só para empresas, mas também para o meio acadêmico. Edinalva lembra que outras iniciativas, como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, também reforçam a vocação de Brasília para a área. “A capital é referência em TI e também no setor de biotecnologia com foco para o agronegócio. Eventos como esse promovem as empresas e incentivam a produção de conhecimento nos centros de pesquisa” – aponta.
Segundo o presidente do Brasília Convention Bureau, Marcelo Safadi, as características da Mostra TIC permitem que ela seja planejada e continuada. Com isso, fica mais fácil traçar estratégias para captação do público. Safadi acredita que a feira traduz a identidade de Brasília e é a arena ideal para discussão do desenvolvimento tecnológico no país inteiro. O presidente afirma que a mostra é referência porque envolve expositores e visitantes especializados no assunto. Em termos de tamanho, quantidade de eventos, a capital não pode comparar ao Rio de Janeiro ou a São Paulo. Porém, a cidade está se transformando no centro de iniciativas da mais alta qualidade – explica.
Para mais informações sobre Fórum TIC 2008 acesse o site http://www.forumtic.com.br
segunda-feira, 24 de março de 2008
Cibercultura geral
O blog Tudo em Pauta, do prezado jornalista Alexandre Carvalho, começou a indicar este mês "livros que jornalistas devem ler", obras lidas recentemente pelo autor e que estão diretamente relacionadas à tríade comunicação + marketing + tecnologia. A primeira indicação já está no ar. Trata-se do livro "As Novas Regras do Marketing e de Relações Públicas", de David Meerman Scott. Segundo Alexandre, a obra "mostra de que maneira as regras tradicionais do marketing foram reinventadas e adaptadas para o mundo conectado".
Em tempo: o Media Center do JW está com vídeos que mostram exemplos da absorção de novas culturas e novas tecnologias por parte de desenhos animados. Com assuntos como mobilidade, novas tecnologias e tendências cada vez mais presentes em nosso noticiário, o tema cibercultura ganhará mais evidência também em outras áreas do site. Novos exemplos de desenhos animados serão publicados em breve na seção.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Extra! Extra!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Jan Sochor
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Slogans Brasileiros
Vejamos como se refere ao slogan: “Slogans geralmente refletem o conceito de uma marca, mas muitas vezes deixam marcas em um conceito. Os slogans cumprem importante papel para a fixação da imagem da marca. Originariamente a palavra slogan vem do gaélico, língua falada pelo povo celta, e significava “grito de guerra”. Muitos se tornam ícones de uma marca. Grandes slogans são feitos por grandes publicitários, mas nem sempre para grandes marcas.”
Um slogan perfeito deve satisfazer a vários critérios. Primeiro, ele deve ser memorável. A memorabilidade tem a ver com a capacidade da frase ser lembrada sem auxílio. Muito disso se baseia na herança da marca e no quanto o slogan foi usado durante os anos. Mas se for um slogan novo, o que o torna memorável? A grande idéia deve ser transmitida no anúncio. Quanto mais o slogan ressoar com a grande idéia, mais memorável ele será.
Existe um conselho bem conhecido no mundo do marketing: 'venda o cheiro, não o bife'. Isto significa vender os benefícios, não os recursos. Como o slogan é aquilo que resta, que perdura, certamente não se deve perder a oportunidade de implantar nele um benefício-chave.
Aqui estão alguns slogans memoravéis que selecionei:
BAMERINDUS – O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus continua numa boa.
BANCO DO BRASIL – O tempo todo com você.
C&A – Abuse e Use C&A.
COCA-COLA – Viva o que é bom.
EMBRATEL – Faz um 21.
HAVAIANAS – As Legítimas.
KODAK - Compartilhe Momentos. Compartilhe a Vida.
NET – O mundo é dos NETs.
Veja mais acessando o blog Mundo das Marcas.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Site abriga fotos tiradas em locais proibidos
Como nem todo mundo respeita o sinal (afinal, quando você vai estar em frente ao "Davi" de Michelangelo de novo?), há um vasto arquivo de fotos proibidas espalhadas por aí, e foi para juntá-las e deixá-las acessíveis que foi criado o http://www.strictlynophotography.com/.
"Nosso objetivo é construir referências que não existiam. É também sobre liberdade. Fala-se muito em discurso livre, mas e a liberdade de visão? Como eles podem colocar câmeras minúsculas em nosso celulares se não querem que fotografemos?", afirmou o grupo, que preferiu não se identificar nem dizer sua nacionalidade.
A participação no site é aberta a qualquer pessoa e já há colaboradores registrados de diversos países, incluindo o Brasil. "Recebemos fotos de gente de Porto Alegre, Brasília, São Paulo e Rio. Queremos mais fotos do Brasil, o resto do mundo certamente quer vê-las."Um dos brasileiros participantes --que usa o codinome jewbr (judeu br)-- enviou uma série que ganhou destaque no site, mostrando o checkpoint de Atarot, na fronteira entre Rammalah e Jerusalém.
Previsivelmente, a maioria das fotos disponíveis no site não chama atenção por sua qualidade artística, já que não são feitas por profissionais e as condições em que são obtidas não permitem muito capricho.
A graça está em ver locais de acesso restrito e imagens de obras de arte (de gente como Warhol, Damien Hirst, Banksy) e de museus notórios por seu rígido controle de fotos.
Segundo os organizadores, não houve até agora ameaças de processo por parte dos fotografados. "Estudamos a fundo antes de criar o site, não estamos infringindo lei nenhuma."
Câmera compacta com efeitos de profissional
Seu sensor CCD de 8 Mpixels e seu zoom óptico, que parte de uma visão grande angular e vai até uma superteleobjetiva, a coloca entre as câmaras compactas de uso amador de maior eficiência.

É possível conseguir efeitos incomuns às câmeras de uso amador, tais como longa exposição, fundo desfocado e fundo borrado.
Apesar de bastante eficaz, o controle manual não se encaixa nos conceitos ergonômico e intuitivo presentes nessa câmara. É preciso usar três botões para conseguir controlar diafragma e o tempo de exposição, suprimindo uma outra qualidade: a do disparo rápido.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Teste cerebral - Sentido horário ou anti-horário?
Observe a figura abaixo. Segundo alguns estudiosos, se você vê a mulher girando no sentido horário, significa que trabalha mais o lado direito do cérebro. Se, no entanto, você a vê girar no sentido anti-horário, utiliza mais o lado esquerdo do cérebro. Faça a experiência...
O teste é realmente sensacional. Comecei vendo o giro no sentido horário. Quando começo a formular mentalmente questões matemáticas (que usam o lado racional do cérebro, o esquerdo), imediatamente ela muda o sentido de giro para anti-horário. Se eu começo a cantar, nova mudança para o sentido horário (cantando você usa o lado direito, subjetivo, artístico).
O mais interessante nessa fórmula que encontrei é que consigo ver o instante em que ela pára e muda o sentido de giro. E as alternâncias provocadas pelos focos em temas objetivos e subjetivos sempre funcionam conforme indicado no primeiro parágrafo.
Dica do Carlos Alberto Teixeira, o CAT do caderno "Informática Etc...."do "O GLOBO"
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Veja como os óculos afetam a sua imagem
Trata-se da campanha de uma empresa holandesa, a Oogmerk, especializada em óculos, obviamente.
Depois dessa, estou pensando seriamente em usar os meus com mais frequência...
sábado, 15 de dezembro de 2007
O Difícil Facilitário do Verbo Ouvir
Numa mesma cena de telenovela, notícia de telejornal ou num simples papo ou discussão, observo que a mesma frase permite diferentes níveis de entendimento.
Na conversação dá-se o mesmo. Raras, raríssimas, são as pessoas que procuram ouvir exatamente o que a outra está dizendo.
Diante desse quadro venho desenvolvendo uma série de observações e como ando bastante entusiasmado com a formulação delas, divido-as com o competente leitorado que, por certo, me ajudará passando-me as pesquisas que tenha a respeito.
Observe que:
1) Em geral o receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que o outro não está dizendo.
2) O receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que quer ouvir.
3) O receptor não ouve o que o outro fala. Ele ouve o que já escutara antes e coloca o que o outro está falando naquilo que se acostumou a ouvir.
4) O receptor não ouve o que o outro fala. Ele ouve o que imagina que o outro ia falar.
5) Numa discussão, em geral, os discutidores não ouvem o que o outro está falando. Eles ouvem quase que só o que estão pensando para dizer em seguida.
6) O receptor não ouve o que o outro fala, Ele ouve o que gostaria ou de ouvir ou que o outro dissesse.
7) A pessoa não ouve o que a outra fala. Ela ouve o que está sentindo.
8) A pessoa não ouve o que a outra fala. Ela ouve o que já pensava a respeito daquilo que a outra está falando.
9) A pessoa não ouve o que a outra está falando. Ela retira da fala da outra apenas as partes que tenham a ver com ela e a emocionem, agradem ou molestem.
10) A pessoa não ouve o que a outra está falando. Ouve o que confirme ou rejeite o seu próprio pensamento. Vale dizer, ela transforma o que a outra está falando em objeto de concordância ou discordância.
11) A pessoa não ouve o que a outra está falando: ouve o que possa se adaptar ao impulso de amor, raiva ou ódio que já sentia pela outra.
12) A pessoa não ouve o que a outra fala. Ouve da fala dela apenas aqueles pontos que possam fazer sentido para as idéias e pontos de vista que no momento a estejam influenciando ou tocando mais diretamente.
Esses doze pontos mostram como é raro e difícil conversar. Como é raro e difícil se comunicar! O que há, em geral, são monólogos simultâneos trocados à guisa de conversa, ou são monólogos paralelos, à guisa de diálogo. O próprio diálogo pode haver sem que, necessariamente, haja comunicação. Pode haver até um conhecimento a dois sem que necessariamente haja comunicação. Esta só se dá quando ambos os pólos ouvem-se, não, é claro, no sentido material de "escutar", mas no sentido de procurar compreender em sua extensão e profundidade o que o outro está dizendo.
Ouvir, portanto, é muito raro. É necessário limpar a mente de todos os ruídos e interferências do próprio pensamento durante a fala alheia.
Ouvir implica uma entrega ao outro, uma diluição nele. Daí a dificuldade de as pessoas inteligentes efetivamente ouvirem. A sua inteligência em funcionamento permanente, o seu hábito de pensar, avaliar, julgar e analisar tudo interferem como um ruído na plena recepção daquilo que o outro está falando.
Não é só a inteligência a atrapalhar a plena audiência. Outros elementos perturbam o ato de ouvir. Um deles é o mecanismo de defesa. Há pessoas que se defendem de ouvir o que as outras estão dizendo, por verdadeiro pavor inconsciente de se perderem a si mesmas. Elas precisam "não ouvir" porque "não ouvindo" livram-se da retificação dos próprios pontos de vista, da aceitação de realidades diferentes das próprias, de verdades idem, e assim por diante. Livram-se do novo, que é saúde, mas as apavora. Não é, pois, um sólido mecanismo de defesa.
Ouvir é um grande desafio. Desafia de abertura interior; de impulso na direção do próximo, de comunhão com ele, de aceitação dele como é e como pensa. Ouvir é proeza, ouvir é raridade. Ouvir é ato de sabedoria.
Depois que a pessoa aprende a ouvir ela passa a fazer descobertas incríveis escondidas ou patentes em tudo aquilo que os outros estão dizendo a propósito de falar.
Por Artur da Távola


