A foto acima foi considerada como a melhor de 2007 pela 51ª edição do Prêmio World Press Photo. O registro foi obtido pelo fotógrafo inglês Tim Hetherington no dia 16 de setembro. Mostra um soldado dos Estados Unidos descansando no bunker em "Restrepo", em Korengal Valley, no Afeganistão.
O fotógrafo trabalhou no Afeganistão contratado pela revista Vanity Fair. “A imagem mostra a exaustão de um homem, e a exaustão de uma nação”, afirmou o jurado Gary Knight. “É a imagem de um homem no fim da linha”, completou.
As inscrições para o prêmio World Press Photo foram recorde. Inscreveram-se 5.019 fotógrafos de 125 países. Foram distribuídos prêmios em dez temas para 59 fotógrafos de 23 países, nenhum brasileiro. A entrega dos prêmios será no dia 27 de abril, em Amsterdan.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
A melhor foto de 2007
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Vietnã: revelada história de fotografia emblemática

Descobri no blog Fotojornalismo a explicação histórica da foto mais emblemática dos horrores provocados pela Guerra do Vietnã (1959-1975). A imagem foi tirada no 1º de Fevereiro de 1968 por Eddie Adams a serviço de uma grande agência de notícias. Segundo o blog, o fotógrafo captou a imagem após o massacre de 34 pessoas por vietcongues, naquela que ficou conhecida como a 'Ofensiva Tet'.
"As vítimas eram agentes da polícia nacional, familiares e o general, que conseguiu deter um dos culpados pela matança, levou o prisioneiro diante de um grupo de jornalistas, que esperavam uma conferência de imprensa sobre a captura. Porém, ao invés de um curto discurso, acabaram por assistir à execução sumária do vietcongue.
A fotografia venceu o Prémio Pulitzer em 1969, tornando-se o símbolo mais famoso da brutalidade da guerra. Ajudou ainda diversos movimentos anti-guerra e, diz-se, terá ajudado o então presidente Lyndon Johnson a não tentar outro mandato".
Um aspecto observado pelo post, e pouco conhecido pelas pessoas, é que o fotógrafo Adams sempre demonstrou um profundo sentimento de culpa pelo mal causado pela imagem do general Loan. "O general matou um vietcongue com a pistola. Eu matei o general com a minha câmara fotográfica. As fotos são a arma mais forte do mundo, mas podem mentir", observou o fotógrafo posteriormente.
Adams, após a difusão mundial da foto, recebeu da sua agência a função de continuar acompanhando o general. Uma experiência que levou o fotógrafo a mudar sua opinião sobre Loan. "Ele combatia a nossa guerra, pelo seu povo. Tinha ajudado a construir um hospital em Saigon, tinha apenas assistido ao massacre de vários dos seus colegas", observou diversas vezes Adams, que pediu, durante os anos sucessivos, diversas vezes perdão ao general e à família pelos danos causados.
"Após a queda de Saigon, o general imigrou para os Estados Unidos onde tentou abrir um restaurante no estado da Virginia. Mas, quando o seu nome foi ligado à fotografia, grupos de manifestantes começaram a protestar em frente ao restaurante, obrigando Loan a fechar o local".
Quando o general morreu em 1998, de cancro, o fotógrafo Adams enviou flores aos familiares e um bilhete - "Peço desculpas. Os meus olhos estão cheios de lágrimas".
Alberto Marques
"As vítimas eram agentes da polícia nacional, familiares e o general, que conseguiu deter um dos culpados pela matança, levou o prisioneiro diante de um grupo de jornalistas, que esperavam uma conferência de imprensa sobre a captura. Porém, ao invés de um curto discurso, acabaram por assistir à execução sumária do vietcongue.
A fotografia venceu o Prémio Pulitzer em 1969, tornando-se o símbolo mais famoso da brutalidade da guerra. Ajudou ainda diversos movimentos anti-guerra e, diz-se, terá ajudado o então presidente Lyndon Johnson a não tentar outro mandato".
Um aspecto observado pelo post, e pouco conhecido pelas pessoas, é que o fotógrafo Adams sempre demonstrou um profundo sentimento de culpa pelo mal causado pela imagem do general Loan. "O general matou um vietcongue com a pistola. Eu matei o general com a minha câmara fotográfica. As fotos são a arma mais forte do mundo, mas podem mentir", observou o fotógrafo posteriormente.
Adams, após a difusão mundial da foto, recebeu da sua agência a função de continuar acompanhando o general. Uma experiência que levou o fotógrafo a mudar sua opinião sobre Loan. "Ele combatia a nossa guerra, pelo seu povo. Tinha ajudado a construir um hospital em Saigon, tinha apenas assistido ao massacre de vários dos seus colegas", observou diversas vezes Adams, que pediu, durante os anos sucessivos, diversas vezes perdão ao general e à família pelos danos causados.
"Após a queda de Saigon, o general imigrou para os Estados Unidos onde tentou abrir um restaurante no estado da Virginia. Mas, quando o seu nome foi ligado à fotografia, grupos de manifestantes começaram a protestar em frente ao restaurante, obrigando Loan a fechar o local".
Quando o general morreu em 1998, de cancro, o fotógrafo Adams enviou flores aos familiares e um bilhete - "Peço desculpas. Os meus olhos estão cheios de lágrimas".
Alberto Marques
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