quinta-feira, 21 de julho de 2011
Dieta vegetariana pode proteger contra distúrbio intestinal comum
terça-feira, 21 de junho de 2011
1º Festival de Ópera de Brasília – Eu fui!
Imagem do Dia: Brincadeira sem graça
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Novidades no sistema de busca do Google Imagens
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Norte-americanos comemoram o dia de comer vegetais
terça-feira, 7 de junho de 2011
Polícia Federal desmente existência da “nova droga OXI”
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Construção da nova sede da Câmara do Distrito Federal vai custar 323% a mais

A explicação para o estouro do orçamento é que o projeto inicial previa uma obra acanhada, sem garagem. Depois, de revisão em revisão, o novo prédio ganhou um heliponto, mais um auditório, um estacionamento para cerca de 1 mil veículos e 30 gabinetes para os deputados - eles são 24, mas presume-se que, com o aumento da população, possam chegar a 30 nas próximas eleições.
A nova sede do legislativo do DF virou um prédio de alto luxo, com 48.670 metros quadrados de construção, quatro pavimentos, piso de granito e paredes de vidro, no Eixo Monumental, a avenida que, dois quilômetros a leste, rumo ao Congresso e ao Palácio do Planalto, se transforma na Esplanada dos Ministérios.
Hoje, quem passa pela avenida pode ler três placas patrocinadas pelos futuros inquilinos e que soam como escárnio. "Aqui roubaremos seu dinheiro (ops!)... Aqui decidimos nosso futuro; Cidadania e dignidade como meta para toda a população; A casa do povo, a sua casa", dizem os outdoors que contrastam com o escândalo do mensalão do DEM. O governo de José Roberto Arruda está sob investigação da Operação Caixa de Pandora por ter patrocinado cobrança e distribuição de propinas envolvendo deputados e secretários e distribuição do dinheiro em meias, bolsas e cuecas.
Por causa das alegadas deficiências do projeto original e suspeita de superfaturamento levantadas pelo Tribunal de Contas da capital e pelo Ministério Público, as obras da Câmara ficaram paradas de 2004 a 2008. Um acordo entre o governador Arruda, Câmara Legislativa, MP e Tribunal de Contas possibilitou o recomeço das obras, a cargo da Via Engenharia.
A construtora teria doado R$ 300 mil para a campanha de Arruda, conforme planilha do ex-secretário de Obras Márcio Machado, divulgada na sexta-feira pelo Estado. No dia seguinte à exposição da planilha o secretário pediu demissão. A Via Engenharia recusou-se a fazer comentários sobre a obra e, por meio da assessoria, informou que só a Secretaria de Obras poderia se manifestar. A secretaria disse que a obra já consumiu R$ 95 milhões, devendo chegar a R$ 100 com os acabamentos. No momento, os operários dão os retoques finais na obra, lavam os vidros em cor azul-fumê, terminam as calçadas e plantam o gramado.
Quando o governador José Roberto Arruda fez o acordo para a retomada das obras da Câmara Distrital, ficou acertado que em 2008 e 2009 cada um dos 24 deputados abriria mão de emendas parlamentares de R$ 1 milhão, em cada ano, para que fosse conseguida a verba suficiente para a obra. Assim, a própria Câmara contribuiu com R$ 48 milhões das verba para a construção da nova sede. O governo entrou com o restante, totalizando R$ 54 milhões a verba para o novo prédio neste ano. Antes de ser pego enfiando dinheiro nas meias - conforme gravação em vídeo feita pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa -, o hoje presidente licenciado da Câmara, deputado Leonardo Prudente (DEM) tinha grandes planos para a nova sede do legislativo da capital. Queria que ela tivesse espaço suficiente para guardar os veículos dos visitantes e abrigá-los em grandes salões, de onde poderiam, na visão do parlamentar, fazer suas reivindicações.
A Câmara Legislativa de Brasília repete o que ocorre na Praça dos Três Poderes, que fica um pouco mais de dois quilômetros de distância, e abriga as sedes dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. Nas proximidades da Câmara estão o Palácio do Buriti, a sede do governo de Brasília, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Yes, we have mensalão
Da edição deste sábado da Folha de S. Paulo:
Relatório da Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora traz uma gravação na qual o governador José Roberto Arruda (DEM-DF) pede a um assessor que repasse a políticos aliados dinheiro de empresas contratadas pelo governo.
Contra esse suposto esquema, a PF deflagrou ontem a operação, cumprindo 16 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Belo Horizonte e Brasília. Na capital federal foram feitas buscas nas casas e em gabinetes de secretários do governo e de deputados distritais, além de um anexo na casa oficial de Arruda. Mais de R$ 700 mil foram apreendidos, além de dólares e euros.
José Roberto Arruda, para os desinformados, é aquele cidadão probo que, em 2001, negou veementemente qualquer envolvimento no episódio da violação do painel do Senado, para dias depois admitir sua participação e renunciar, salvando-se da cassação do mandato. Nessa época, proferiu um dos discursos mais emocionantes da história do Senado Federal, revelador de muitos de seus princípios políticos.
“Permitam-me [tomar mais cinco minutos], com o meu sofrimento, com as vísceras da minha emoção expostas à execração pública. Eu que não tenho bens pessoais, não tenho fortuna. Mas tenho a honra. E tenho filhos, que têm o meu nome, os naturais e os que adotei. E a esta honra, eu serei fiel, enquanto viver.” José Roberto Arruda, 18 de abril de 2001
Depois da cueca e da bíblia, agora foi a vez de levar dinheiro na meia...
terça-feira, 7 de abril de 2009
“Ace in the hole” é uma gíria que significa “às na manga” e que ironicamente e sem o perdão do trocadilho poderia ser um “às na mina”, uma vez que é dentro dela que o repórter Charles “Chuck” Tatum, interpretado por Kirk Douglas, realiza suas peripécias para conseguir o tão esperado trunfo - oportunidade ideal para tirá-lo da situação degradável, mesmo que isso lhe custasse o abandono dos valores éticos e morais, como a verdade, a justiça, a traição e até mesmo a vida humana.
O enredo do filme de Wilder funciona como um “soco no estômago” da sociedade ao explorar um tema que envolve toda a condição humana e seus princípios e foi inspirado em dois eventos da vida real: um em 1925, envolvendo W. Floyd Collins e uma caverna em Kentucky (rendendo inclusive um Prêmio Pulitzer ao repórter William Burke Miller), e o outro em 1949, envolvedo Kathy Fiscus, de apenas três anos, e um poço abandonado. Em ambos os casos, os resgates duraram dias e as vítimas morreram antes de serem salvas.
Aqui na ficção, a vitima é Leo Minosa, um comerciante local que colecionava relíquias indígenas que ficavam dentro da mina na supersticiosa montanha dos Sete Abutres. Soterrado em uma de suas incursões, o infausto virou produto de noticiabilidade nas mãos do astuto Tatum, que procrastinou seu resgate ao formar um complô com o xerife da cidade, com o empreiteiro e com a falida esposa de Leo. Cada um tinha seu interesse em jogo: fosse político, econômico, social...
Armado todo o circo, o público em clima de comovente festa movido pela curiosidade e pela ascensão mediática começou a chegar para documentar o caso de perto. Em uma das cenas, Tatum sobressaltou que o “público engole tudo” e que “a vida de um (Leo) vale mais do que a de muitos na relação de interesses humanos”. Interesses dos quais, também o prendeu ao jogo de mentiras na busca do status e que o levou a uma viagem sem volta.
Um filme ideal para assistir com a família depois de um noticiário. Uma retratação cruel da caricata e sensacionalista imprensa (norte americana dos anos 50!), que levanta questões tão atuais para reflexão sobre jornalismo, política, hipocrisia e ética.








